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Em pesquisas recentes sobre o tema, os estudiosos ressaltam que a resiliência é uma competência fundamental para garantir a sustentabilidade das organizações. Esse conceito tem sido utilizado pelos pesquisadores para explicar fenômenos psicossociais que se referem a indivíduos, grupos ou organizações que superam ou transcendem situações adversas. As mudanças estruturais que marcaram a passagem para sociedade do conhecimento, às crises econômicas, políticas e sociais que passamos transformaram os valores, o estilo de vida que contribuíram para um contexto que coloca à prova a capacidade de superação dos indivíduos, das empresas e da sociedade.

O conceito de resiliência tem origem no latim. A palavra resilio significa retornar a um estado anterior, sendo utilizada, na Engenharia e na Física, para definir a capacidade de um corpo físico voltar ao seu estado normal, depois de haver sofrido uma pressão sobre  si. Os experimentos clássicos que proporcionaram a sua descoberta foram realizados a partir da aplicação de determinada pressão a um fio, visando causar sua deformação elástica; quando cessava a pressão, o material voltava à sua condição original.

O momento histórico que vivemos demanda rápidas transformações de tecnologias, de políticas econômicas e mudanças no comportamento de indivíduos e reestruturações nas organizações. Para sobreviver neste contexto, busca-se a flexibilidade de ação, de escolhas de estilo de vida pessoal, profissional como forma de adequação a  nova contingencia do mundo globalizado. O desempenho profissional leva o individuo a administrar e reestruturar constantemente sua vida nesse ambiente. Assim, as competências para administrar sua identidade, seus papéis e seus recursos internos tornaram uma condição fundamental para o ajustamento da própria identidade e do vínculo com o trabalho.

No contexto do trabalho nas organizações, os pesquisadores lembram a necessidade da construção de recursos adequados para preservar a relação saudável entre o individuo e seu trabalho em um ambiente em transformação, caracterizado por  várias formas de rupturas. Para Coutu existem três características da pessoa ou organização resiliente: 1- A firme aceitação da realidade; 2- A crença profunda, em geral apoiada por valores fortemente sustentados, de que a vida é significativa; 3- Uma incrível habilidade para improvisar. A habilidade para ver a realidade de forma concreta e enfrentar o problema de maneira criativa e otimista faz com que o individuo atinja um grau de competência para administrar suas relações consigo mesmo e com o ambiente.

As pesquisas apontam que a resiliência é um caminho vital para que o indivíduo tenha condição de atravessar o árduo processo de aprendizagem, de diferenciar situações positivas e negativas e reagir a elas, transformando as condições do ambiente externo e interno, com seus próprios recursos. Assim, ao aprender enxergar sua vida como um projeto de autodeterminação e auto realização, o individuo se torna mais competente e saudável para se relacionar com as demandas do contexto em que vive.

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