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O tema Gestão da Qualidade nos remete para uma forma de gerenciamento que busca a melhoria contínua, o desempenho organizacional, a busca de práticas de gestão eficiente e eficaz para a sustentabilidade e competitividade dos negócios.

No contexto atual, enfrentamos uma grave crise na gestão financeira, econômica e política no nosso país com consequências profundas para manutenção dos negócios das organizações, sobretudo, para as instituições assistenciais de saúde. O que está deixando os economistas e os especialistas políticos sem uma real perspectiva para um horizonte que indique a volta da retomada do crescimento e da sobrevivência das nossas organizações.

Qualidade é um conceito complexo e dinâmico que se altera com o tempo e o contexto dos negócios, pode significar coisas distintas, de acordo com o lugar, o momento e as pessoas. Os especialistas afirmam que além de não haver consenso na literatura sobre a definição de qualidade, também não se pode determinar de forma precisa sua avaliação.

Na área da saúde, o termo Qualidade ou Melhoria Contínua de uma organização está diretamente relacionada com o compromisso de identificar, analisar e avaliar a situação existente, de forma sistemática e planejada, com base em dados e informações, objetivando aprimorar seus produtos, serviços e processos para que coloque a instituição em níveis de excelência de desempenho. Enfim, para que as organizações resistam as turbulências do mercado é necessário que elas revejam a gestão da qualidade de seus produtos e serviços.

O Instituto Avedis Donabedian determinou Sete Dimensões para o bom cuidado em saúde:
1- Orientação para o Cliente;
2- Segurança;
3- Efetividade;
4- Eficiência;
5- Desenvolvimento de Pessoas;
6- Responsabilidade Social;
7- Desenvolvimento de Alianças

As Dimensões da Qualidade mais usadas no mundo, de acordo com um estudo realizado pela OECD (Organization for Economic Co-operation and Development) no HEALTH CARE QUALITY INDICADORES PROJECT CONCEPTUAL FRAMEWORK PAPER em 23 países no conceito utilizado por eles na análise de desempenho na saúde. São os seguintes:
1- Segurança;
2- Cuidado Centrado no Paciente;
3- Efetividade;
4- Eficiência;
5- Acessibilidade;
6- Equidade.

As Dimensões da Qualidade preconizadas pela Organização Nacional de Acreditação – ONA, são as seguintes:
1- Aceitabilidade;
2- Adequação;
3- Efetividade;
4- Eficácia;
5- Eficiência;
6- Equidade;
7- Integralidade;
8- Legitimidade.

A relação entre as Dimensões para ONA está apresentada da seguinte forma:

De acordo com a Organização Nacional de Acreditação – ONA, uma organização para manter a segurança na sua gestão deverá utilizar as dimensões de Eficácia, Eficiência e Aceitabilidade, precisará manter a Adequação, Integralidade e Equidade para suportar a Efetividade; e para alcançar um nível de sobrevivência terá que buscar a Excelência e a Legitimidade.

A gestão da qualidade de uma organização deve ser estruturada, planejada e mantida com bases nas dimensões da qualidade que foram apresentadas pelas instituições para a segurança e foco centrado no cuidado do paciente / cliente. As dimensões que são mais utilizadas para um adequado nível de desempenho por essas organizações são: a Eficácia que é a capacidade de produção de melhorias na saúde e no bem-estar. Significa o melhor que se pode fazer nas condições mais favoráveis, dado o estado do paciente e mantidas as demais circunstancias; a Efetividade que é a relação entre o benefício real oferecido pela assistência à saúde e o resultado potencial; e a Eficiência que é a relação entre o benefício oferecido pela assistência à saúde e seu custo econômico.

Manual das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde – Brasília: Organização Nacional de Acreditação, 2014.

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