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As organizações buscam a excelência da gestão no conjunto das atividades que formam a cadeia de valor, que agrega resultado para seus clientes e demais agentes envolvidos no processo produtivo. A eficácia e a eficiência organizacional poderão ser obtidas com a compreensão e implementação da Gestão POR Processo.

A primeira pergunta que nos vem a mente é: Qual a diferença de uma Gestão baseada POR Processos de uma Gestão DE Processos?

De acordo com os princípios do Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ, a Gestão DE Processos diz respeito as atividades que são monitoradas, mantidas sob controle e que funcionam conforme foram planejadas, portanto oferece uma visão limitada da organização. A Gestão POR processos, procura ver a organização de forma mais ampla, necessita de uma visão sistêmica e pode ser descrita como um trabalho dinâmico e em rede.

Os especialistas afirmam que uma organização com foco na Gestão DE Processos é chamada de Organização Funcional e, por sua vez, as que atuam com uma visão mais sistêmica são chamadas de Organizações Orientadas a Processos. No que diz respeito as suas características, na organização funcional a visão é departamentalizada, ou seja, cada processo é executado de forma independente, sem considerar a inter-relação dos outros processos.

Na organização POR Processos ou organização orientada a processos, é utilizada uma estrutura horizontal, na qual o gerenciamento interfuncional é um dos principais fundamentos, o planejamento envolve todos os gestores de departamentos/unidades para que a execução seja realizada pelas equipes funcionais orientadas aos objetivos globais e, além disso, os resultados são checados em conjunto com todos os gestores e as ações de correção são implementadas em cada departamento/unidade pelas suas respectivas equipes.

Portanto, para que uma organização atinja a excelência, é necessário que realize os processos de forma correta, conheça a estrutura dos processos, e que obedeça a sequência de quatro fases, que são as seguintes:
1- Estrutura da Cadeia de Valor: reflete a forma como a empresa organiza os seus diversos macroprocessos (relativos às operações principais do negócio e operações de apoio), com o objetivo de criar valor para as partes interessadas e assegurar seu posicionamento estratégico atual e futuro;
2- Desdobramento da Cadeia de Valor: os processos que compõem a cadeia de valor são detalhados até o nível que for suficiente para executá-los na rotina das áreas e a sistemática está baseada no conceito de hierarquia de processos;
3- Avaliação da Maturidade dos Processos: é importante ressaltar que não é possível estruturar ou melhorar todos os processos de uma organização ao mesmo tempo e que, para isso, é recomendável avaliar de alguma forma a maturidade dos processos e estabelecer uma análise dos processos críticos para serem melhorados, levando em consideração direcionadores relevantes da estratégia e de outros elementos-chave do contexto atual da organização. Desse modo, a avaliação de maturidade permite apoiar a análise de cenário interno no ciclo de revisão da estratégia. Com isso, é possível direcionar esforços e recursos para alavancar processos com focos estratégicos com maior assertividade;
4- Priorização dos Processos: deve ser realizado com base no resultado da avaliação de maturidade. O resultado da priorização deverá estar alinhado com as prioridades da organização com base na revisão da estratégia e do contexto organizacional. Os processos considerados críticos ou prioritários podem ser analisados na matriz de priorização. Eles podem ser definidos como aqueles com maior importância para o êxito futuro da organização, isto é, que possuem forte impacto no alcance dos objetivos estratégicos e na satisfação das partes interessadas.

Os estudos apontam que o nível de maturidade fundamental para uma organização implemenentar e manter a Gestão Por Processos é muito difícil para muitas organizações, porém, traz um grande diferencial e coloca a empresa a frente de muitos concorrentes. Além de trazer grandes benefícios para a vida da organização, tanto na sua forma de controle e manutenção das atividades, quanto no clima da empresa, no gerenciamento alinhado à estratégia da organização, no foco no desenvolvimento do produto/serviço para o cliente, na aplicação e análise permanente do desempenho dos processos por meio de indicadores, no direcionamento e capacitação das equipes de trabalho, e no fortalecimento da comunicação em todos os níveis da organização.

Fundação Nacional da Qualidade. Cadernos de Excelência: Processos. São Paulo: Fundação Nacional da Qualidade, 2011 – (Série Cadernos de Excelência).

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