Consultoria

Trabalhamos com a reestruturação de clínicas e hospitais de pequeno e médio porte. Nossos projetos são bem específicos para organização assistenciais de saúde, com ênfase na gestão organizacional e de pessoas e, sobretudo, no desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para a sustentabilidade econômica e a expansão dos negócios dessas instituições.

Trabalhando com a metodologia da excelência da qualidade para área da saúde. Nos requisitos das certificações no setor de saúde o principal se refere à gestão de pessoas que deve ser feita por gestores com competência em liderança e visão estratégica de negócio, alinhando boas práticas de RH a estratégia organizacional.

Segundo Norton e Kaplan, o alinhamento entre a estratégia organizacional e a gestão de pessoas começa quando o gestor diz as pessoas que jogo está jogando e como planeja ganha-lo. Isso as auxilia a compreender seu estilo de estratégia e como a organização está executando. A partir daí, o modo como se executa as coisas trará o êxito esperado. É fundamental que seus colaboradores saibam qual é o negócio da organização, seu objetivo e o que pretende fazer para ser bem-sucedida. Eles, então, poderão executar as tarefas de forma adequada para a organização e seus clientes.

A área da saúde é extremamente técnica, mas que graças às transformações que as organizações estão passando, e principalmente, tendo que se adaptar ao novo contexto dos negócios, essa área passa por uma profunda revisão dos seus conceitos e paradigmas. Trabalhamos para pessoas e com pessoas e isso faz uma diferença enorme quando estruturamos os nossos processos de trabalho.

Assim, para manter um nível confiável na prestação dos nossos serviços buscamos métodos e técnicas que direcionem os princípios das dimensões da qualidade e excelência na gestão, de forma objetiva e coerente os padrões exigidos para cada nível de complexidade conforme o perfil e o porte da organização. A certificação de uma organização de saúde só pode ser obtida se todos os requisitos são atendidos integralmente e de forma que se verifique:

  1. Se os profissionais possuem qualificação compatível com o perfil da organização;
  2. Se as condições da dinâmica dos trabalhos e da infraestrutura permitem a execução das atividades;
  3. Se os critérios e procedimentos de segurança atendem as normas exigidas na área de atuação;
  4. Se os produtos, equipamentos e serviços são adequados;
  5. Se existe um correto gerenciamento do fluxo e demanda do serviço;
  6. Se a comunicação é efetiva entre as áreas de trabalho e
  7. Se as informações e os registros dos processos são atualizados e reais com o que se executa na organização.

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Analisando cada fase do processo de trabalho executado em cada setor e as normas padronizadas para cada etapa, justifica-se que uma organização só possa ser certificada se cada etapa desse complexo processo for gradativamente sendo adequado nos padrões exigidos pelas instituições certificadoras.

De acordo com os três conceitos básicos da qualidade: Estrutura, Processos e Resultados, o fundamento das certificações da qualidade segue o raciocínio logico da visão sistêmica, onde as relações de interdependência estão diretamente relacionadas com os diversos componentes que interagem com o ambiente interno, e os que são modificados por meio das influencias oriundas do ambiente externo da organização.

Em suma, os três conceitos básicos da qualidade são coerentes e fundamentais para que as organizações atuem como agentes de um sistema integrado, onde possam reconhecer as necessidades de melhoria de seus processos e atendam seus clientes de forma adequada as necessidades dos mesmos.

Nesse contexto, o papel do administrador / gestor é de fundamental importância porque sem um devido alinhamento entre a parte técnica exigida pela área e a parte humana na execução das tarefas, teremos pessoas que agem como máquinas, sem uma relação de acolhimento e empatia com o sofrimento e a dor dos pacientes / clientes. Essa área é complexa e contraditória ao mesmo tempo, temos que treinar exaustivamente os profissionais na competência técnica, temos que cuidar da humanização da assistência e da inovação dos processos. Em fim, temos que ter um equilíbrio na utilização da visão mecanicista, da visão sistêmica e da visão da complexidade dos processos e sustentabilidade de negócio da instituição prestadora dos serviços assistenciais de saúde.

Envolver as pessoas é um passo primordial para o sucesso de qualquer programa e ainda mais em relação aos esforços em prol da qualidade dos produtos / serviços prestados pela empresa, e também manter uma comunicação assertiva sobre a visão de futuro da organização. De acordo com as pesquisas na área organizacional, dificilmente alguém se comprometerá com algo que desconhece e que não sabe a importância e o porquê fazê-lo. Nesta perspectiva, espera-se que o resultado obtido seja o mais próximo possível das afirmações de Mezomo que ressalta “Quem conhece se convence; quem se convence se compromete; e quem se compromete age”.

A qualidade na prestação de serviço não é alcançada isoladamente e de forma aleatória, devem-se estabelecer estratégias organizacionais para o estabelecimento de uma boa estrutura na instituição. Onde a participação dos líderes e colaboradores com adesão e comprometimento na realização das ações implementadas é vital para o sucesso da implantação do projeto da visão de futuro da organização.

Aqueles que executam as tarefas devem realiza-las corretamente, precisam conhecer os requisitos. Isso requer documentação clara sobre quais requisitos necessários para produzir os produtos e\ou serviços da organização e também para proporcionar as bases para o treinamento sobre como executar as tarefas.

A busca pela qualidade e competitividade no mercado são desafios das instituições em qualquer seguimento. Atualmente oferecer qualidade na prestação de serviço com menor custo, em um mercado cada vez mais competitivo e onde os avanços tecnológicos e científicos exigem cada vez mais, instituições organizadas, planejadas e competentes, é um cenário vivido por todas as organizações preocupadas em se manter no mercado e com a satisfação do cliente. Este cenário exige a profissionalização e aperfeiçoamento da gestão das instituições, de forma a cumprir sua missão e atender aos seus objetivos. E um dos caminhos que contribui para a solidificação e aprimoramento desta gestão, se constitui na transparência das informações e no comprometimento da liderança com seus liderados.
     
MEZOMO, J. C. Gestão da Qualidade na saúde: Princípios Básicos. Barueri: Manole, 2001.

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